Marcha dos Trabalhadores chamou atenção e levou reivindicações às autoridades
Na última 4ªfeira, 15 de abril, Brasília foi palco de um dos mais importantes momentos da luta sindical brasileira com a realização da CONCLAT 2026 — a Conferência Nacional da Classe Trabalhadora. Organizado pelas principais centrais sindicais do país, o ato reuniu trabalhadores e trabalhadoras de todos os estados da federação e das mais diversas categorias profissionais, consolidando um grande movimento de mobilização nacional em defesa de direitos, melhores condições de trabalho e justiça social.
A atividade teve como ponto central a Marcha da Classe Trabalhadora, que percorreu a Esplanada dos Ministérios e culminou na entrega da pauta de reivindicações aos presidentes dos três poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário. O documento reúne propostas fundamentais dos trabalhadores, como o fim da escala 6×1 e adoção da escala 5×2 (cinco dias trabalhados, dois dias de folga), além da aprovação do “Projeto de Lei dos Garis”, o PL 4146/2020.
O presidente Lula recebeu nossas reivindicações.
SIEMACO-RIO PRESENTE
O Siemaco-Rio esteve presente com vários diretores, camisetas padronizadas e faixas lutando pelo fim da escala 6×1 e pela aprovação do PL 4146/2020, que regulamenta a profissão de gari e estabelece vários direitos.
Pelo nosso Sindicato estiveram presentes o presidente Gilberto Cesar de Alencar e os diretores Francisco Carvalho, Manoel Meireles e Luciano Davi, além de Antonio Nascimento, Gustavo, Lola, Nefistalino, Michelle, Bira e Russo.
“O Siemaco-Rio tem participado profundamente dessa luta. Já estivemos em Brasília e voltaremos quantas vezes forem necessárias buscando uma vida melhor para nossa categoria”, destacou o presidente do Sindicato, Gilberto Alencar.
UGT
A União Geral dos Trabalhadores (UGT) teve forte presença no ato, com delegações vindas de todas as regiões do país, reafirmando seu compromisso com a unidade sindical e com a construção de um Brasil mais justo e igualitário. Dirigentes sindicais, lideranças de base e trabalhadores marcharam juntos, demonstrando a força da organização coletiva.
Durante seu discurso, o presidente nacional da UGT, Ricardo Patah, fez duras críticas à atual realidade enfrentada por muitos trabalhadores, destacando especialmente a jornada de trabalho na escala 6×1. Segundo ele, esse modelo é “análogo à escravidão”, por impor uma rotina exaustiva que compromete a saúde e a qualidade de vida dos trabalhadores. Patah também ressaltou a importância do cenário político, afirmando que é necessário eleger um Congresso Nacional e um Senado comprometidos com as pautas da classe trabalhadora.
Nilson Duarte, da UGT Rio de Janeiro, ressaltou o peso político do ato, especialmente por ocorrer em ano eleitoral. Ele destacou o compromisso da classe trabalhadora em atuar para a eleição de representantes alinhados com suas demandas, reforçando a importância da unidade entre as centrais sindicais.




